
"... quem nunca pecou que atire a primeira pedra ..."
Angolano, Brasileiro de coração, Médium espírita. escritor canceriano e jornalista por paixão



















Que saudade eu sinto ao escutar a velha canção de Ronnie Von, e alguns versos me trazem aos dias conturbados e violentos de hoje.
"... a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim..."
A praça não é a mesma , os bancos estão destruídos pelo vandalismo e servindo de ponto comercial para traficantes, as flores á muito não existem e o jardim antes emoldurado por um belo chafariz não mais existe.
"... o guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou roubando uma rosa amarela ..."
Ah quanta saudade do tempo que existia ainda o guarda ali na praça, e que o roubo a ser combatido era o de uma simples rosa.
Brigas, facadas, pauladas, disputa de pontos de tráfico, arrastões, prostituição camuflada, tudo ali se concentra, menos as autoridades necessárias.
Quando se solicita policiamento rápido, nossas ligações são atendidas pela central de policia em Belo Horizonte. O atendimento rápido das solicitações parece depender do cadastro do solicitante, rico ?? famoso ??? influente ???? pois algumas solicitações são atendidas com uma
rapidez exemplar, outras... pode esquecer que a viatura não vem.
Triste ver que a maioria dos envolvidos nas confusões na praça é adolescente.E essa violência se estende agora para a porta das escolas onde cangues aguardam seus rivais para mais um confronto.
Onde estão as entidades responsáveis, onde está o Conselho Tutelar, onde está o CONSEP, onde estão as autoridades judiciárias, policiais e até religiosas???
Onde está o executivo que não determina um policiamento fixo na praça diante de tanta violência ??? Onde está o legislativo que não cobra medidas imediatas ???
Vamos mudar as atividades na praça, vamos pacificar e harmonizar nossa juventude, vamos devolver a praça para as famílias.
"... ainda tem balanço, tem gangorra meu amor, crianças que não param de correr ..."
Puxa ... quanta saudade !
"...a mesma praça, o mesmo banco..."
Mais uma vez a violência predominou no aglomerado de pessoas que se juntaram para buscar a diversão. Uma violência não única e exclusiva de Caeté, mas corriqueira numa sociedade onde os pais cada vez mais se afastam de suas obrigações de educar seus filhos, os professores deixam
de passar conhecimento para seus alunos se preocupando exclusivamente com o salário e as igrejas se tornaram a casa de lideres espirituais envolvidos com o pecado do sexo e da roubalheira.
Não restou aos adolescentes sequer um exemplo do bem a ser seguido.
Optaram então por copiar e se espelhar naqueles que se mostraram mais corajosos e persistentes em suas decisões... os chefes do tráfico e lideres de gangues.
Mantendo a violência, comete-se uma grande injustiça tentando mostrar para a sociedade culpados que nada tem a ver com as brigas e agressões ocorridas. Punem os comerciantes da Praça de José Brandão como se os mesmos fossem os causadores das mortes e das brigas ocorridas nas vias públicas. Não querem que a população enxergue autoridades perdidas em
suas decisões, incapazes de controlar a criminalidade crescente. Uma justiça que solta e devolve para a rua em pouco tempo marginais confessos, uma policia que muitas vezes prefere deixar de ver o errado para punir o certo, um grupo de pessoas abastadas que prefere ver o eu
em prejuízo a todos.
E são essas autoridades falidas e incapazes que deturpam a constituição, lei suprema do país, ao impedir que "todo homem tem o direito de prover o sustento da família".... "todos são inocentes até que se prove o contrário" ...."o direito ao lazer" ... "o direito de ir e vir"... "a lei tem que ser igual para todos"...
Resta aos comerciantes da Praça José Brandão a perspectiva sombria da falência e quem sabe da busca de outras fontes de renda, quem sabe na criminalidade legítima, pois essa não é tão perseguida.
Lamentável.

Acostumado a escrever debatendo e cobrando ações terrenas e materiais para melhoria de vida da população, autor de diversas cartas questionando a morte de pessoas no trânsito em busca do sustento do dia a dia, da educação e do lazer fora dos limites do município, apoio as manifestações que cobram a duplicação da BR 381, mas acho que o debate deve se estender muito além disso.
Veículos sucateados e profissionais do volante estressados percorrem nossas estradas transportando diversos tipos de produtos numa corrida louca para cumprir prazos seja de entrega das mercadorias, seja de pagamento de prestações, ou ambos.
O investimento na malha rodoviária, incentivada pelos Estados Unidos em décadas anteriores para alavancar a venda de produtos automobilísticos de suas indústrias, fez o Brasil abandonar as ferrovias, importante transporte para escoar a produção aliviando as estradas impróprias para o trânsito constante de caminhões carregados.
Além disso, nossos municípios cada vez mais se tornam dormitórios onde as pessoas se vêem obrigadas a se deslocar para os grandes centros onde trabalham, estudam e se divertem. Cidades como Caeté carecem de lazer, educação (principalmente de nível superior) e trabalho para seus habitantes. Forçam seus moradores a diariamente enfrentarem os perigos de uma viagem muitas vezes sem volta.
Apesar de minha fé, confesso estar atordoado com o desencarne de pessoas conhecidas e amigas, principalmente pela forma trágica como tudo aconteceu.
Doeu-me muito no coração ver a dor dos parentes e amigos durante o velório e enterro, mas continuo sofrendo ainda mais vendo como espírita o sofrimento de quem desencarnou e ainda não aceitou ou entendeu tudo que aconteceu.
Podem ver e sentir nosso sofrimento aqui e choram por isso. Tentam e imploram para se comunicar, mas nem sempre isso é possível. Precisam seguir na nova etapa espiritual. Precisam se soltar desta encarnação.
Já pedi aos espíritos de luz e aos guias espirituais muita força para aqueles que desencarnaram:
- meu amigo José Rodrigues e sua filha Lígia, Ranally, Albert, Fernanda e Júnior.
Informaram-me que eles estão bem. No desencarne foram resgatados pelos espíritos de luz e pelos seus guias, foram medicados no hospital espiritual e estão dormindo.
Que Deus permita que possam se comunicar, talvez em sonho, com seus familiares para matar um pouquinho a saudade.
Força Renato, seu pai tem um orgulho enorme do homem que você se tornou, pode ter certeza disso.
Vascão do pastel
Reinventando a discriminação
Cotas para negros nas universidades públicas, proibição de adoção de crianças brancas em prol das crianças negras,...
Falta agora que se criem banheiros para negros, banheiros para brancos, bairros para negros, bairros para brancos, escolas para negros, escolas para brancos...
Quantos absurdos se propõem fazer na tentativa de se acabar com a discriminação ?
Até quando ficaremos cegos em ver que a discriminação começa em nossas próprias casas, na educação de nossos filhos, que não respeitam as diferenças das pessoas, que ridicularizam todos aqueles que são diferentes dos padrões ditados pela sociedade?
Até quando ficaremos cegos á única e verdadeira discriminação, a discriminação social entre ricos e pobres?
Enquanto medidas absurdas forem sendo criadas mais a discriminação estará enraizada.
Enquanto jornalistas e escritores discriminarem as pessoas nascidas em outros estados a discriminação continuará a aumentar.
Afinal, pobres existem os brancos, os negros, os pardos...
Ladrões existem no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais, e até em Caeté...
Só que muitos desses ladrões se escondem atrás de nomes de famílias tradicionais e riquezas que só Deus sabe como foram conseguidas.
Ricos, brancos, negros ou pardos, que traem suas famílias, andam com moças mais pobres e mais novas, se escondem em motéis de luxo e carros importados, e acham que têm o direito de fazer graça com os outros quando na verdade eles são os verdadeiros palhaços desse circo chamado
"sociedade".
Faz-se necessário relembrar:
"Quem nunca pecou que atire a primeira pedra...".
Abençoada a riqueza de espírito, amaldiçoada a riqueza podre de vossa sociedade.