sábado, 28 de maio de 2011

Renascendo das cinzas

Renascendo das cinzas tal qual plantinha covardemente queimada,
um pequenino caule, uma simples folhinha 
e a força centenária da mãe natureza.
Apareço por entre as rochas,
 tal qual filete de água cristalina, refrescante,
de fiapo de água a rio caudaloso rumo ao mar imenso.

Tal qual o sol, a pedido da mãe natureza,
socorreu de energia tal plantinha,
as pessoas intuídas por seus guias, 
me encheram de nova esperança...
Mil sóis em forma humana, 
meu filho Vaskin, Mauro Brandão,Wanderley Pinheiro, Glauco, Taynara, Tieres, Patrícia Urias,minhas três irmãs Aninha, Nita e Teca, Alice Okawara, Wandercy, Silvinha,...
Palavras reunidas, lidas e relidas, guardadas no peito...
Um instrumento poderoso em minha batalha contra a depressão. Textos de cabeceira para serem declamados,
 martelados nesta minha cabeça  muitas vezes tão incrédula.

Obrigado é pouco, não tem como agradecer,
Fica aqui meu compromisso e meu pedido em oração diária :

Meu guia me faça merecedor dessas amizades,
 que Deus me permita retribuir, que Deus me impeça de desistir,
 que Deus me faça para sempre sonhar 
com um mundo muito melhor 
onde esse seja realmente o bem maior ... a amizade.

                                                                                  Vascão do pastel



sexta-feira, 27 de maio de 2011

Apenas um pasteleiro

Amanheci!.. como acordar se nem dormi ?
Como são longas as horas na escuridão da noite,
como dura a dura viagem ao passado em busca do futuro...
como dói o pensamento, o sentimento ... um só tormento.

Como queima cada lágrima tal qual ácido fervendo,
como corrói e enferruja nossas crenças, nossa fé, nossos ideáis...
nos faz juiz de nós mesmos...

Corroídos, destruídos, nos punimos
dilacerando e questionando nossos próprios sentimentos,
um tormento, sem trégua e sem alento.

Como pode o vil metal, inerte, mera peça da ganância,
virar tão rápido nosso principal argumento
para destruir apenas em segundos
toda uma vida de escritos e pensamentos

Mas não adianta tentar se levantar,
o relógio não pára um só momento,
é covarde o tal do tempo.

As horas vão passando... e eu aqui chorando
sem ter chance das lágrimas enxugar...
Igual palhaço indo á força pro picadeiro,
tranco a tristeza dentro do peito,
coloco a máscara escondendo meu desespero
estampo na cara um falso e quase impossível sorriso
e assumo com dor imensa
meu papel nesta vida...
um escritor que somente consegue ser pasteleiro.


Desisto de sonhar

Em algum momento do dia de hoje eu perdi meu resto de esperança,
Lembranças ruins me invadiram a alma,
O fechamento injusto de meu trailer,
a morte de meu pai podando a chance de nossa reaproximação,
minha incompetência financeira privando aqueles que mais amo de tanta coisa,
minha criatividade, profissionalismo e dedicação virando nada neste nada em que se transformou meu dia-a-dia.
A depressão vem me engolindo neste resto de noite triste e eu estou sem forças...
Sem forças para lutar, sem forças até para chorar,
As lágrimas tomando meu rosto por si só, nem mais as sinto sobre a face,
Espero apenas o sono vir, ou talvez não vir, sei lá... não sei de mais nada., não quero mais nada... desisto de sonhar.
Só me resta vegetar. Eu estou profundamente triste e só.