
Acostumado a escrever debatendo e cobrando ações terrenas e materiais para melhoria de vida da população, autor de diversas cartas questionando a morte de pessoas no trânsito em busca do sustento do dia a dia, da educação e do lazer fora dos limites do município, apoio as manifestações que cobram a duplicação da BR 381, mas acho que o debate deve se estender muito além disso.
Veículos sucateados e profissionais do volante estressados percorrem nossas estradas transportando diversos tipos de produtos numa corrida louca para cumprir prazos seja de entrega das mercadorias, seja de pagamento de prestações, ou ambos.
O investimento na malha rodoviária, incentivada pelos Estados Unidos em décadas anteriores para alavancar a venda de produtos automobilísticos de suas indústrias, fez o Brasil abandonar as ferrovias, importante transporte para escoar a produção aliviando as estradas impróprias para o trânsito constante de caminhões carregados.
Além disso, nossos municípios cada vez mais se tornam dormitórios onde as pessoas se vêem obrigadas a se deslocar para os grandes centros onde trabalham, estudam e se divertem. Cidades como Caeté carecem de lazer, educação (principalmente de nível superior) e trabalho para seus habitantes. Forçam seus moradores a diariamente enfrentarem os perigos de uma viagem muitas vezes sem volta.
Apesar de minha fé, confesso estar atordoado com o desencarne de pessoas conhecidas e amigas, principalmente pela forma trágica como tudo aconteceu.
Doeu-me muito no coração ver a dor dos parentes e amigos durante o velório e enterro, mas continuo sofrendo ainda mais vendo como espírita o sofrimento de quem desencarnou e ainda não aceitou ou entendeu tudo que aconteceu.
Podem ver e sentir nosso sofrimento aqui e choram por isso. Tentam e imploram para se comunicar, mas nem sempre isso é possível. Precisam seguir na nova etapa espiritual. Precisam se soltar desta encarnação.
Já pedi aos espíritos de luz e aos guias espirituais muita força para aqueles que desencarnaram:
- meu amigo José Rodrigues e sua filha Lígia, Ranally, Albert, Fernanda e Júnior.
Informaram-me que eles estão bem. No desencarne foram resgatados pelos espíritos de luz e pelos seus guias, foram medicados no hospital espiritual e estão dormindo.
Que Deus permita que possam se comunicar, talvez em sonho, com seus familiares para matar um pouquinho a saudade.
Força Renato, seu pai tem um orgulho enorme do homem que você se tornou, pode ter certeza disso.
Vascão do pastel
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